Quando percebemos que é o momento de fazer uma mudança na carreira

 Imagem: @samumendes

 

Essa semana estive na ESA - Escola Superior de Advocacia de Minas Gerais, falando sobre Marca Pessoal e Carreira para os Estagiários. 

 

Para introduzir o tema, contei minha história com o Direito e minha transição profissional, falando também um pouco sobre os estágios que fiz na área, pois foram muito úteis tanto no aprendizado de como trabalhar mas também no aspecto de apontar as áreas que mais me interessavam dentro da advocacia.

 

Ao retomar essa trajetória, me lembrei de um fato muito importante que foi o primeiro indício de que estava no caminho "errado". Fazia estágio num escritório de Direito Trabalhista e meu então chefe, Dr. Paulo Salvo, uma pessoa maravilhosa, me questionou se eu gostava do Direito. Me surpreendi com a pergunta e logo disse que sim...mas perguntei o porque. E ele, muito sincero, me falou que não me via lendo, pesquisando, ou melhor, devorando as súmulas do TRT no meu tempo livre...

 

Ele estava certo! Rolava uma certa apatia da minha parte em relação ao tema. Adorava a parte da ação, organização, planejamento, mas a essência do Direito não fazia parte de mim. Fui aconselhada a me desligar do escritório e ingressar numa jornada de autoconhecimento. Segundo ele, eu deveria viajar e me entender melhor...ah, se eu tivesse escutado e seguido esses conselhos...mas precisava ser a boa moça e segui a trilha que me daria menos desconforto e mais "segurança", teoricamente.

 

Esse ano, no Escape, um dos nossos inspiradores, foi o Arthur Azevedo, meu irmão, um super profissional da área financeira, muito reconhecido no mercado e apaixonado por corrida. Recentemente ele fez uma maratona de 250 Km no Deserto de Gobi, China, em 7 dias. 

 

Convidamos ele pois queríamos ouvir como um profissional do corporativo consegue fazer isso, além de ser casado e pai de família. Na minha mente ficava a palavra equilíbrio, ou seja, como equilibrar tudo isso? E ser bem humorado, feliz, divertido, alegre?

 

E, pra minha surpresa, ele disse que o segredo era ser desequilibrado. Ter uma paixão que te move...o que te move? O que me move a ponto de me tirar do comodismo, da inércia, do fazer por obrigação?

 

Fazendo o link com o caso do estágio e com o que ouvi no Escape de 2017 - cheguei à conclusão, de que minha busca está equivocada. Ao invés de buscar tanto pelo equilíbrio, nesse assunto, devo buscar pela falta dele. É aí que mora a resposta.

 

E, se você está em busca de um novo caminho no trabalho, pare e reflita sobre o que o seu coração te fala a respeito do que tem feito ultimamente...acorda com a sensação de frio na barriga e motivado a seguir em frente? Ou está morno e acomodado? Acredito que esse é o termômetro para dar o start no processo de mudança! 

 

Fez sentido? 

 

 

 

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